segunda-feira, 22 de março de 2010

Identidade: prova da “criatividade” de Deus

Certa vez, estávamos discutindo na reunião do grupo de jovens sobre as diferenças. Durante a conversa, um dos integrantes disse que o fato das pessoas serem diferentes, prova que Deus é “muito criativo”. Realmente, é um mistério, pois existem seis bilhões de pessoas no mundo e nenhuma é igual fisicamente ou psicologicamente.

Recentemente, passei por uma experiência que me levou a aprender algo muito importante: não é possível mudar para se adaptar a alguém. Nossa personalidade é nossa “identidade”, nos torna únicos, diferentes. Se tentarmos adaptá-la para uma ocasião ou pessoa, entramos em crise, pois saímos do nosso natural e, assim, ficamos desorientados.

Um dos meus amigos me disse uma coisa interessante acerca disso. Temos que vender o “nosso produto” como ele é para que todos saibam como “comprá-lo”. Se “vendermos” de um jeito e ele se “transformar”, vão querer “devolver”. Isso acontece com mercadorias que apresentam defeito.

Pensemos um pouco: o amor tudo aceita, tudo suporta, tudo perdoa e não é egoísta. Se fossemos todos iguais, não conseguiríamos vivê-lo, pois não precisaríamos encarar as diferenças. Percebemos como tudo se encaixa, pois o fato de sermos diferentes, nos faz viver o amor para que possamos aceitar o outro como ele é. Permite a nós perdoar o outro pelas falhas.

Nossa personalidade, nossa identidade, tem qualidades e tem falhas. Enxergar os defeitos é bom, pois permite evolução, porém, precisamos ver mais as qualidades de alguém, pois se as falhas se sobressaírem, nos decepcionaremos muito.

Precisamos seguir o exemplo do Mestre, Jesus Cristo. Ele era perfeito e, com isso, poderia ter o direito de não admitir as falhas, mas nos deu um exemplo importante de como aceitar o próximo independente de como ele é.

A personalidade se transforma ao longo da vida, principalmente, quando sofremos e revemos conceitos. Isso vai nos “lapidando” aos poucos. Porém, não nos esqueçamos que nossa “identidade” é única e especial e se ninguém tem outra semelhante, a idéia é que uma complete a outra.



Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

quinta-feira, 18 de março de 2010

Levamos realmente Deus a sério?

A fé é algo realmente impressionante, pois, sem ela, como iríamos crer em Deus. Algo que não vemos ou tocamos. Há um mistério grandioso que cerca tudo isso, muitas perguntas sem resposta e, para nós, basta apenas acreditar, que tudo acontece.

Nós cristãos cremos neste mistério e afirmamos isso, porém, pensemos um pouco: como depositar as esperanças em algo que não vemos ou tocamos? Como anda a nossa fé?

Estou levantando esses questionamentos, pois em vários momentos de nossa rotina diária, algumas atitudes que tomamos parecem indicar que não acreditamos muito.

Por exemplo, às vezes tomamos decisões em nossa vida e cometemos erros. Nos desviamos das coisas boas e, em certos momentos, ficamos preocupados com o que “os outros” irão pensar em relação a nós. Ou, ainda: um indivíduo conta a outras pessoas algo sobre nós que não existe, mas, mesmo assim, nos preocupamos porque nossa imagem será “manchada”.

Podemos citar também a falta de disposição que nos atinge para trabalhar na igreja. Reclamamos e não vamos, porém, no trabalho, se precisarmos fazer hora-extra, murmuramos, mas aceitamos. Isso ocorre porque no final do mês recebemos nosso salário, ou seja, veremos e sentiremos o dinheiro.

Assim, pergunto: levamos realmente Deus a sério? Quando nos preocupamos com o que os outros irão pensar de nós, esquecemo-nos que Deus vê tudo o que acontece. Temos preguiça de trabalhar pra Ele e não nos importamos, porque não há cobrança, ninguém nos critica por isso. Deus não aparece e nos diz o que fazer, apenas dá liberdade. Fica a nossa responsabilidade acreditar ou não.

Pensemos como anda a nossa fé, pois não podemos esquecer que Ele vê tudo. Preocupar-se demais com o julgamento humano e esquecer o divino apenas mostra que não cremos o bastante Nele.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira