domingo, 15 de novembro de 2009

O nosso tempo versus o tempo de Deus.

O nível que a tecnologia atingiu na nossa sociedade permite que muitas de nossas tarefas sejam realizadas rapidamente. Coisas que antes demandavam dias, hoje são feitas em minutos. Por exemplo, o e-mail permite comunicar-nos com outra pessoa de forma mais veloz do que enviando uma carta e esperando o correio entregá-la. Transações bancárias ocorrem em tempo real.

Toda essa “alta velocidade” acaba nos afetando, pois nos tornamos pessoas acostumadas a ter as coisas imediatamente. Hoje tudo está se transformando rapidamente e precisamos correr para acompanhar os avanços. Porém, nem sempre conseguimos ter tudo na mesma velocidade dos computadores e aí começam os problemas.

Em razão do imediatismo estar intrínseco em nós, esperamos que Deus também nos conceda o que queremos tão rápido quanto um e-mail viaja na internet. A analogia pode parecer absurda, mas se pararmos e pensarmos um pouco a respeito, perceberemos o quanto desejamos que nossos pedidos sejam atendidos sem demora. E aí entra aquela famosa frase tão conhecida por nós a qual diz que o tempo de Deus não é igual ao nosso.

Às vezes, perdemos a paciência e murmuramos a espera de um pedido. Isso acontece porque acreditamos que o mundo gira apenas em torno de nós. Esquecemos que a Terra é populada por bilhões de pessoas que a todo instante também fazem suas orações. Quando você está em busca de um emprego e reza pedindo que o consiga, já parou pra pensar o que precisa ser feito para que uma vaga esteja disponível pra você? Outras pessoas podem estar rezando e pedindo a mesma coisa e pode ser que alguém tenha que perder o emprego para que ela seja sua. Ou seja, para atender seu pedido, Deus terá que alterar a vida de outras pessoas.

Lembre-se dos pedidos que Deus atendeu a você até hoje e imagine o que precisou ser feito para que eles fossem realizados. Se hoje você está com casado com alguém que pediu a Ele, tente refletir acerca do que foi feito pelo Criador para que esta pessoa entrasse na sua vida.

Estou citando estes exemplos, pois quero mostrar que nossas orações não são atendidas no tempo e, às vezes, do jeito que desejamos porque Deus necessita “encaixar corretamente todas as peças do quebra-cabeça” para aconteça o melhor pra nós, pois é isso que Ele quer para conosco. Sendo assim, não duvide, ou perca a paciência, pois não deve ser fácil ouvir bilhões de pessoas a todo instante pedindo e satisfazê-los.

Deus ouve todas as nossas preces e, com certeza, neste momento, Ele está “trabalhando” para que elas sejam atendidas no tempo Dele, ou seja, no tempo certo. Compreender a perfeição e a inteligência do Criador é impossível para nós simples humanos que possuem suas limitações e defeitos. Por isso, confiemos e tenhamos fé, pois como disse o anjo Gabriel a Maria: “Para Deus nada é impossível”.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

A "velha mania" de reclamar que eu tenho...

A reclamação é algo que está intrínseco no ser humano. Em alguns, bastante e, em outros, nem tanto. O fato é que nos estressamos com ônibus lotado ou com o trânsito. Esbravejamos que estávamos tão cheios de trabalho que não deu tempo nem pra ir ao banheiro ou, em contrapartida, que não tinha nada pra fazer e o tempo demorou uma eternidade pra passar. Murmuramos que a homilia do padre demorou ou que foi muito rápida e sem conteúdo. Reclamamos do nosso chefe, que não temos dinheiro, do nossos amigos, de familiares, etc.

É inevitável, quando nos damos conta o estrago já foi feito e a reclamação proclamada. Eu creio que não seria um exagero dizer que é como um vício, ou como é dito popularmente, “uma mania”. Por exemplo, quem rói as unhas faz isso de forma involuntária e quando percebe o fato está consumado. Reclamar é igual. Basta estarmos em uma situação que não nos agrada que soltamos os murmúrios.

Tenho um amigo que toda vez que encontro ele na ida ou na volta do trabalho ele sempre profere umas dessas frases “Nossa, hoje no trampo eu tô ferrado, tem um monte de pepino pra resolver”, ou “Putz, o dia hoje foi difícil estamos com um monte de problemas, projetos atrasados”.

Agora, vamos aos fatos. Existe uma frase que diz “Quem está na chuva é pra se molhar”, correto? Corretíssimo. Desta forma, se pra trabalhar nós temos que pegar o ônibus lotado ou ir de carro (todos sabemos que nos horários de pico os trânsito é intenso mesmo), pra podermos garantir nossa subsistência precisamos de um emprego, que todo cristão necessita ir a eucaristia todos os domingos e que nenhum ser humano é perfeito e comete erros, porque estragar nossos dias reclamando destas coisas? Elas fazem parte da nossa vida. Porque ao acordar de manhã já pensamos “Oh, droga! Tenho que pegar aquele ônibus lotado, tenho que dar lugar pra aqueles idosos. Hoje tenho que ver aquele chato do meu chefe.”, “Nossa, ir naquela missa com aquele padre e aquela homilia de meia hora!”, “Meu salário não dá pra nada!”, entre outras coisas?

Muitas vezes na nossa vida temos épocas as quais dizemos que tudo está dando errado. Mas, será mesmo? Tudo está errado ou nós que apenas damos atenção para os problemas? Se o dia tem 24 horas e durante duas horas dele tivemos intempéries, pode-se considerar que tudo deu errado? Se pensarmos em todo o tempo que estamos vivos até agora na terra e analisarmos quanta coisa não saiu como planejamos, será que podemos considerar que na maior parte do tempo tudo não saiu conforme planejamos?

Quero dizer que no momento o qual reclamamos das coisas e dizemos que tudo está saindo errado há um certo exagero da nossa parte. Coloquemos na balança o que não deu certo e o que aconteceu de bom até agora na nossa existência e façamos outro exercício. Escrever em uma folha de papel, diariamente, 30 agradecimentos, ou seja, pensar em 30 coisas para agradecer a Deus. Perceberemos que a “velha mania de reclamar” precisa ser revista.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

Culpa minha, sua culpa, mas de quem é a culpa?

Atualmente, nos deparamos com vários acontecimentos que nos deixam completamente chocados. Vemos nos meios de comunicação várias barbáries e as pessoas clamando por justiça, tentando encontrar o culpado de tudo isso. O governo é sempre taxado como o principal vilão, pois não investe em políticas de segurança pública, com isso a população fica desprotegida e a mercê dos criminosos.

No caso citado acima e em outros semelhantes, os culpados devem ser encontrados e punidos com rigor, pois devem pagar pelo que fizeram. Nós humanos temos essa inclinação por responsabilizar alguém por algo que aconteceu ou, ainda, colocamos a culpa em nós mesmos.

As coisas que eu tenho me deparado ultimamente, tem me levado a fazer a seguinte reflexão: “Não deu certo, de quem é a culpa?”. Depende. Muitas vezes, nós acreditamos que somos culpados, aí nos sentimos mal e ficamos sofrendo e carregando aquele fardo acreditando que merecemos isto, pois devemos pagar pelo erro cometido. Outras vezes, culpamos os outros e, neste caso, tiramos toda a responsabilidade de nossas costas e ficamos tranqüilos. Afinal, eu fiz a minha parte, o outro que não cumpriu com seu papel.

Jesus Cristo em toda sua vida, nunca culpou ninguém mesmo sendo o filho de Deus. Ele sabia que ia sofrer e suportou tudo e no final ressuscitou e deixou para trás todo mal. Ele nos deu um grande exemplo. Quando algo não sai como planejado, não podemos nos culpar, tentar achar o culpado. Nós apenas precisamos aprender com a situação e “ressuscitar”. Investigar quem errou ou apontar o erro do outro, nos impede de perdoar o próximo e, além disso, deixa-nos atrelados ao passado evitando que nós cresçamos.

Deus que é autoridade maior perdoa-nos e não nos culpa pelos nossos erros, pois sabe que somos humanos fracos e repletos de defeitos. Sendo assim, busquemos também evoluir, sempre seguir em frente, não responsabilizar os outros ou nos responsabilizarmos pelas falhas. Temos que perdoar, nós precisamos nos perdoar, pois como disse Jesus: “Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira