segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ditadura subliminar

Do período de 1964 a 1985, o Brasil foi governado por militares. Esta época é definida como ditadura militar, pelos livros de história, e foi marcada por muita repressão e perseguição aos indivíduos que eram contrários ao regime, onde muitos foram presos, torturados e até mortos.

Com o movimento "Diretas Já", os militares foram derrubados do comando e a democracia foi instituída. Assim, foi possível o povo escolher o presidente através das eleições. A democracia foi instaurada e a liberdade também. 

Com isso, atualmente, temos o direito de reivindicar nossos direitos, afinal escolhemos os governantes do país, ou seja, o poder está com o povo. Emitimos nossas opiniões e discordamos quando algo está errado. Lutamos por nossos direitos. Certo? Na verdade, poderíamos dizer, será?

O Brasil não é o único lugar do mundo que sofreu com esse problema, aliás, alguns países ainda sofrem com isso como a Coréia do Norte, por exemplo, que possui um dos regimes mais fechados do mundo. Inclusive, durante a época da copa da África do Sul, surgiram notícias indicando que os jogos da seleção local não seriam transmitidos ao vivo, pois passariam antes pela análise do imperador antes de serem liberados para o povo. Para nós que vivemos em países "democráticos", consideramos um absurdo, pois um regime onde o governo controla o que se vê na TV e institui "toque de recolher", é visto com muitas críticas.

Mas, nós somos livres mesmo? A ditadura acabou? Vejamos.

Hoje em dia, a internet é amplamente usada, mas creio que a TV ainda é o meio de comunicação que atinge a maioria da população. Bem, analisando o que é transmitido temos muitos programas jornalísticos que exibem só as tragédias e deixa todo mundo com medo de sair de casa. Temos as novelas com as atrizes que desfilam com as roupas da última moda e viram tendência, pois muitas mulheres correm as lojas pra comprar uma igual. Surgem bandas de jovens garotos que usam roupas excêntricas que viram manias entre os jovens. Pessoas se dizem fazer parte de um "estilo" vindo do país do "Tio Sam" e começam a se vestir e comportar como ele manda.

Meus amigos, diariamente, os meios de comunicação descarregam na nossa cabeça ídolos, tendências, nos colocam medo, formam nossa opinião e nosso modo de agir. Começamos a falar os jargões de algum personagem de TV e ter atitudes iguais. Usamos as mesmas roupas que o vocalista da banda "sei lá o que core" veste. Acreditamos que nada mais vai mudar porque na TV só passa desgraça. Pensem, não é assim?

Não compramos a chuteira "total plus master" da Nike porque o Ronaldinho Gaúcho usa e, assim, vamos melhorar nosso futebol? As mulheres voltaram a usar aquelas calças que "vem no queixo", as quais estavam esquecidas e eram caçoadas quando vistas nas fotos antigas, porém, as modelos de Paris estão usando e na novela a protagonista também. Desta forma, elas usam, certo? Se está na moda, ninguém quer ficar de fora, não é verdade?

Assim, podemos concluir disso tudo que, antigamente, a ditadura, dizia claramente o que ninguém podia fazer, ou seja, era lei, o governo manda. Hoje em dia, silenciosamente, a mídia, nos impõe as mesmas coisas, mas de forma não agressiva, subliminar. Insere na novela que assistimos, no jornal, nas bandas, modelos, etc, etc. Afinal, quem não segue as tendências, está fora da moda e, não queremos que isso aconteça, jamais.

Precisamos prestar atenção para não sermos "hipnotizados" pelas "últimas tendências". Não precisamos usar algo que todo mundo tem, ou acreditar que não podemos mais sair de casa e que o mundo vai acabar. Coisas ruins acontecem e precisamos ter cuidado, no entanto existe muita coisa boa no mundo e podemos também ser uma delas. Podemos nos mexer e ajudar com pequenas boas ações do nosso dia-dia. Lembremos que Jesus Cristo viveu a mais de 2000 anos e os ensinamentos Dele "estão na moda" até hoje. Pensemos nisso.




Rafael "Tecoy" Rodrigues de Oliveira

segunda-feira, 22 de março de 2010

Identidade: prova da “criatividade” de Deus

Certa vez, estávamos discutindo na reunião do grupo de jovens sobre as diferenças. Durante a conversa, um dos integrantes disse que o fato das pessoas serem diferentes, prova que Deus é “muito criativo”. Realmente, é um mistério, pois existem seis bilhões de pessoas no mundo e nenhuma é igual fisicamente ou psicologicamente.

Recentemente, passei por uma experiência que me levou a aprender algo muito importante: não é possível mudar para se adaptar a alguém. Nossa personalidade é nossa “identidade”, nos torna únicos, diferentes. Se tentarmos adaptá-la para uma ocasião ou pessoa, entramos em crise, pois saímos do nosso natural e, assim, ficamos desorientados.

Um dos meus amigos me disse uma coisa interessante acerca disso. Temos que vender o “nosso produto” como ele é para que todos saibam como “comprá-lo”. Se “vendermos” de um jeito e ele se “transformar”, vão querer “devolver”. Isso acontece com mercadorias que apresentam defeito.

Pensemos um pouco: o amor tudo aceita, tudo suporta, tudo perdoa e não é egoísta. Se fossemos todos iguais, não conseguiríamos vivê-lo, pois não precisaríamos encarar as diferenças. Percebemos como tudo se encaixa, pois o fato de sermos diferentes, nos faz viver o amor para que possamos aceitar o outro como ele é. Permite a nós perdoar o outro pelas falhas.

Nossa personalidade, nossa identidade, tem qualidades e tem falhas. Enxergar os defeitos é bom, pois permite evolução, porém, precisamos ver mais as qualidades de alguém, pois se as falhas se sobressaírem, nos decepcionaremos muito.

Precisamos seguir o exemplo do Mestre, Jesus Cristo. Ele era perfeito e, com isso, poderia ter o direito de não admitir as falhas, mas nos deu um exemplo importante de como aceitar o próximo independente de como ele é.

A personalidade se transforma ao longo da vida, principalmente, quando sofremos e revemos conceitos. Isso vai nos “lapidando” aos poucos. Porém, não nos esqueçamos que nossa “identidade” é única e especial e se ninguém tem outra semelhante, a idéia é que uma complete a outra.



Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

quinta-feira, 18 de março de 2010

Levamos realmente Deus a sério?

A fé é algo realmente impressionante, pois, sem ela, como iríamos crer em Deus. Algo que não vemos ou tocamos. Há um mistério grandioso que cerca tudo isso, muitas perguntas sem resposta e, para nós, basta apenas acreditar, que tudo acontece.

Nós cristãos cremos neste mistério e afirmamos isso, porém, pensemos um pouco: como depositar as esperanças em algo que não vemos ou tocamos? Como anda a nossa fé?

Estou levantando esses questionamentos, pois em vários momentos de nossa rotina diária, algumas atitudes que tomamos parecem indicar que não acreditamos muito.

Por exemplo, às vezes tomamos decisões em nossa vida e cometemos erros. Nos desviamos das coisas boas e, em certos momentos, ficamos preocupados com o que “os outros” irão pensar em relação a nós. Ou, ainda: um indivíduo conta a outras pessoas algo sobre nós que não existe, mas, mesmo assim, nos preocupamos porque nossa imagem será “manchada”.

Podemos citar também a falta de disposição que nos atinge para trabalhar na igreja. Reclamamos e não vamos, porém, no trabalho, se precisarmos fazer hora-extra, murmuramos, mas aceitamos. Isso ocorre porque no final do mês recebemos nosso salário, ou seja, veremos e sentiremos o dinheiro.

Assim, pergunto: levamos realmente Deus a sério? Quando nos preocupamos com o que os outros irão pensar de nós, esquecemo-nos que Deus vê tudo o que acontece. Temos preguiça de trabalhar pra Ele e não nos importamos, porque não há cobrança, ninguém nos critica por isso. Deus não aparece e nos diz o que fazer, apenas dá liberdade. Fica a nossa responsabilidade acreditar ou não.

Pensemos como anda a nossa fé, pois não podemos esquecer que Ele vê tudo. Preocupar-se demais com o julgamento humano e esquecer o divino apenas mostra que não cremos o bastante Nele.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

domingo, 15 de novembro de 2009

O nosso tempo versus o tempo de Deus.

O nível que a tecnologia atingiu na nossa sociedade permite que muitas de nossas tarefas sejam realizadas rapidamente. Coisas que antes demandavam dias, hoje são feitas em minutos. Por exemplo, o e-mail permite comunicar-nos com outra pessoa de forma mais veloz do que enviando uma carta e esperando o correio entregá-la. Transações bancárias ocorrem em tempo real.

Toda essa “alta velocidade” acaba nos afetando, pois nos tornamos pessoas acostumadas a ter as coisas imediatamente. Hoje tudo está se transformando rapidamente e precisamos correr para acompanhar os avanços. Porém, nem sempre conseguimos ter tudo na mesma velocidade dos computadores e aí começam os problemas.

Em razão do imediatismo estar intrínseco em nós, esperamos que Deus também nos conceda o que queremos tão rápido quanto um e-mail viaja na internet. A analogia pode parecer absurda, mas se pararmos e pensarmos um pouco a respeito, perceberemos o quanto desejamos que nossos pedidos sejam atendidos sem demora. E aí entra aquela famosa frase tão conhecida por nós a qual diz que o tempo de Deus não é igual ao nosso.

Às vezes, perdemos a paciência e murmuramos a espera de um pedido. Isso acontece porque acreditamos que o mundo gira apenas em torno de nós. Esquecemos que a Terra é populada por bilhões de pessoas que a todo instante também fazem suas orações. Quando você está em busca de um emprego e reza pedindo que o consiga, já parou pra pensar o que precisa ser feito para que uma vaga esteja disponível pra você? Outras pessoas podem estar rezando e pedindo a mesma coisa e pode ser que alguém tenha que perder o emprego para que ela seja sua. Ou seja, para atender seu pedido, Deus terá que alterar a vida de outras pessoas.

Lembre-se dos pedidos que Deus atendeu a você até hoje e imagine o que precisou ser feito para que eles fossem realizados. Se hoje você está com casado com alguém que pediu a Ele, tente refletir acerca do que foi feito pelo Criador para que esta pessoa entrasse na sua vida.

Estou citando estes exemplos, pois quero mostrar que nossas orações não são atendidas no tempo e, às vezes, do jeito que desejamos porque Deus necessita “encaixar corretamente todas as peças do quebra-cabeça” para aconteça o melhor pra nós, pois é isso que Ele quer para conosco. Sendo assim, não duvide, ou perca a paciência, pois não deve ser fácil ouvir bilhões de pessoas a todo instante pedindo e satisfazê-los.

Deus ouve todas as nossas preces e, com certeza, neste momento, Ele está “trabalhando” para que elas sejam atendidas no tempo Dele, ou seja, no tempo certo. Compreender a perfeição e a inteligência do Criador é impossível para nós simples humanos que possuem suas limitações e defeitos. Por isso, confiemos e tenhamos fé, pois como disse o anjo Gabriel a Maria: “Para Deus nada é impossível”.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

A "velha mania" de reclamar que eu tenho...

A reclamação é algo que está intrínseco no ser humano. Em alguns, bastante e, em outros, nem tanto. O fato é que nos estressamos com ônibus lotado ou com o trânsito. Esbravejamos que estávamos tão cheios de trabalho que não deu tempo nem pra ir ao banheiro ou, em contrapartida, que não tinha nada pra fazer e o tempo demorou uma eternidade pra passar. Murmuramos que a homilia do padre demorou ou que foi muito rápida e sem conteúdo. Reclamamos do nosso chefe, que não temos dinheiro, do nossos amigos, de familiares, etc.

É inevitável, quando nos damos conta o estrago já foi feito e a reclamação proclamada. Eu creio que não seria um exagero dizer que é como um vício, ou como é dito popularmente, “uma mania”. Por exemplo, quem rói as unhas faz isso de forma involuntária e quando percebe o fato está consumado. Reclamar é igual. Basta estarmos em uma situação que não nos agrada que soltamos os murmúrios.

Tenho um amigo que toda vez que encontro ele na ida ou na volta do trabalho ele sempre profere umas dessas frases “Nossa, hoje no trampo eu tô ferrado, tem um monte de pepino pra resolver”, ou “Putz, o dia hoje foi difícil estamos com um monte de problemas, projetos atrasados”.

Agora, vamos aos fatos. Existe uma frase que diz “Quem está na chuva é pra se molhar”, correto? Corretíssimo. Desta forma, se pra trabalhar nós temos que pegar o ônibus lotado ou ir de carro (todos sabemos que nos horários de pico os trânsito é intenso mesmo), pra podermos garantir nossa subsistência precisamos de um emprego, que todo cristão necessita ir a eucaristia todos os domingos e que nenhum ser humano é perfeito e comete erros, porque estragar nossos dias reclamando destas coisas? Elas fazem parte da nossa vida. Porque ao acordar de manhã já pensamos “Oh, droga! Tenho que pegar aquele ônibus lotado, tenho que dar lugar pra aqueles idosos. Hoje tenho que ver aquele chato do meu chefe.”, “Nossa, ir naquela missa com aquele padre e aquela homilia de meia hora!”, “Meu salário não dá pra nada!”, entre outras coisas?

Muitas vezes na nossa vida temos épocas as quais dizemos que tudo está dando errado. Mas, será mesmo? Tudo está errado ou nós que apenas damos atenção para os problemas? Se o dia tem 24 horas e durante duas horas dele tivemos intempéries, pode-se considerar que tudo deu errado? Se pensarmos em todo o tempo que estamos vivos até agora na terra e analisarmos quanta coisa não saiu como planejamos, será que podemos considerar que na maior parte do tempo tudo não saiu conforme planejamos?

Quero dizer que no momento o qual reclamamos das coisas e dizemos que tudo está saindo errado há um certo exagero da nossa parte. Coloquemos na balança o que não deu certo e o que aconteceu de bom até agora na nossa existência e façamos outro exercício. Escrever em uma folha de papel, diariamente, 30 agradecimentos, ou seja, pensar em 30 coisas para agradecer a Deus. Perceberemos que a “velha mania de reclamar” precisa ser revista.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

Culpa minha, sua culpa, mas de quem é a culpa?

Atualmente, nos deparamos com vários acontecimentos que nos deixam completamente chocados. Vemos nos meios de comunicação várias barbáries e as pessoas clamando por justiça, tentando encontrar o culpado de tudo isso. O governo é sempre taxado como o principal vilão, pois não investe em políticas de segurança pública, com isso a população fica desprotegida e a mercê dos criminosos.

No caso citado acima e em outros semelhantes, os culpados devem ser encontrados e punidos com rigor, pois devem pagar pelo que fizeram. Nós humanos temos essa inclinação por responsabilizar alguém por algo que aconteceu ou, ainda, colocamos a culpa em nós mesmos.

As coisas que eu tenho me deparado ultimamente, tem me levado a fazer a seguinte reflexão: “Não deu certo, de quem é a culpa?”. Depende. Muitas vezes, nós acreditamos que somos culpados, aí nos sentimos mal e ficamos sofrendo e carregando aquele fardo acreditando que merecemos isto, pois devemos pagar pelo erro cometido. Outras vezes, culpamos os outros e, neste caso, tiramos toda a responsabilidade de nossas costas e ficamos tranqüilos. Afinal, eu fiz a minha parte, o outro que não cumpriu com seu papel.

Jesus Cristo em toda sua vida, nunca culpou ninguém mesmo sendo o filho de Deus. Ele sabia que ia sofrer e suportou tudo e no final ressuscitou e deixou para trás todo mal. Ele nos deu um grande exemplo. Quando algo não sai como planejado, não podemos nos culpar, tentar achar o culpado. Nós apenas precisamos aprender com a situação e “ressuscitar”. Investigar quem errou ou apontar o erro do outro, nos impede de perdoar o próximo e, além disso, deixa-nos atrelados ao passado evitando que nós cresçamos.

Deus que é autoridade maior perdoa-nos e não nos culpa pelos nossos erros, pois sabe que somos humanos fracos e repletos de defeitos. Sendo assim, busquemos também evoluir, sempre seguir em frente, não responsabilizar os outros ou nos responsabilizarmos pelas falhas. Temos que perdoar, nós precisamos nos perdoar, pois como disse Jesus: “Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira