domingo, 15 de novembro de 2009

A "velha mania" de reclamar que eu tenho...

A reclamação é algo que está intrínseco no ser humano. Em alguns, bastante e, em outros, nem tanto. O fato é que nos estressamos com ônibus lotado ou com o trânsito. Esbravejamos que estávamos tão cheios de trabalho que não deu tempo nem pra ir ao banheiro ou, em contrapartida, que não tinha nada pra fazer e o tempo demorou uma eternidade pra passar. Murmuramos que a homilia do padre demorou ou que foi muito rápida e sem conteúdo. Reclamamos do nosso chefe, que não temos dinheiro, do nossos amigos, de familiares, etc.

É inevitável, quando nos damos conta o estrago já foi feito e a reclamação proclamada. Eu creio que não seria um exagero dizer que é como um vício, ou como é dito popularmente, “uma mania”. Por exemplo, quem rói as unhas faz isso de forma involuntária e quando percebe o fato está consumado. Reclamar é igual. Basta estarmos em uma situação que não nos agrada que soltamos os murmúrios.

Tenho um amigo que toda vez que encontro ele na ida ou na volta do trabalho ele sempre profere umas dessas frases “Nossa, hoje no trampo eu tô ferrado, tem um monte de pepino pra resolver”, ou “Putz, o dia hoje foi difícil estamos com um monte de problemas, projetos atrasados”.

Agora, vamos aos fatos. Existe uma frase que diz “Quem está na chuva é pra se molhar”, correto? Corretíssimo. Desta forma, se pra trabalhar nós temos que pegar o ônibus lotado ou ir de carro (todos sabemos que nos horários de pico os trânsito é intenso mesmo), pra podermos garantir nossa subsistência precisamos de um emprego, que todo cristão necessita ir a eucaristia todos os domingos e que nenhum ser humano é perfeito e comete erros, porque estragar nossos dias reclamando destas coisas? Elas fazem parte da nossa vida. Porque ao acordar de manhã já pensamos “Oh, droga! Tenho que pegar aquele ônibus lotado, tenho que dar lugar pra aqueles idosos. Hoje tenho que ver aquele chato do meu chefe.”, “Nossa, ir naquela missa com aquele padre e aquela homilia de meia hora!”, “Meu salário não dá pra nada!”, entre outras coisas?

Muitas vezes na nossa vida temos épocas as quais dizemos que tudo está dando errado. Mas, será mesmo? Tudo está errado ou nós que apenas damos atenção para os problemas? Se o dia tem 24 horas e durante duas horas dele tivemos intempéries, pode-se considerar que tudo deu errado? Se pensarmos em todo o tempo que estamos vivos até agora na terra e analisarmos quanta coisa não saiu como planejamos, será que podemos considerar que na maior parte do tempo tudo não saiu conforme planejamos?

Quero dizer que no momento o qual reclamamos das coisas e dizemos que tudo está saindo errado há um certo exagero da nossa parte. Coloquemos na balança o que não deu certo e o que aconteceu de bom até agora na nossa existência e façamos outro exercício. Escrever em uma folha de papel, diariamente, 30 agradecimentos, ou seja, pensar em 30 coisas para agradecer a Deus. Perceberemos que a “velha mania de reclamar” precisa ser revista.


Rafael “Tecoy” Rodrigues de Oliveira

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